segunda-feira, janeiro 02, 2017

E de repente Maria Rita percebeu a armadilha que era esperar companhia para as coisas que ela sempre, afinal, faria sozinha.
De um jeito ou de outro, ela sempre faria. Freiras guardiãs do além-vida não a iriam parar, homens crédulos não a parariam, às famílias frutas cristalizadas não daria ouvidos sequer aos pedidos de que parasse.
Não tinha medo, algo que no componente da normal moça jamais deve faltar.
Talvez ela não fosse uma boa moça, mas sabia que os pobres diabos estavam onde queriam, e só propunham emoções intensas que haviam repetido feito papagaios lacaios do sistema binário da escolinha.
Sabia que faltavam elementos para ser má, mas o coração decidido fazia com que os anjos não encontrassem motivos para piedade.
Não acusava a todos de autocentramento porque sua própria megalomania não permitia, assim, não haveria escolha pois já feita.
A armadilha é tratar tudo como um preço a pagar.

terça-feira, outubro 25, 2016

enquanto to na aula,explicando, com várias crianças grandes (tenho uma pinimba com a palavra adolescente), (desculpem rsrsrssr), eles não dão um piu, os passarinhos. eu acho tão lindo!!! mesmo que tenham algo a dizer, ficam só lá no bico. sim, graminhas no bico hahahaha.

domingo, outubro 23, 2016

um tour por alguns dos reinos pra então pousar.

donde já estamos
to esperando você descansar
eu nunca estive aqui
antes de te avistar

las buenas no viriam

tá legal, até, tomados os devidos antídotos.

sábado, julho 18, 2015

enquanto seu lobo não vem.

atrasar 3 dias o pagamento em empresa que terceiriza o setor de cobranças é pagar 50 pila prá tirar do cartório. a dívida cem pila. virou 150. mas déficit de ATENÇÃO

déficit aqui: paguei a tempo, só que o carnê de agosto e não de julho. PARABÈNS,me congratulei:- vc não prestou atenção ao papelzinho correto a pagar, sim, esse mesmo papel que tu ALERTOU não querer depender, preferia uma ligaçãozinha no dia certo.

O TRATO HAVIA SIDO FEITO, não haveria porque me preocupar. até melhor, quita-se de uma vez, no dia seguinte e adeus próximo mês, só que não.

no dia seguinte não rolava mais pagar. só indo retirar no cartório.

acho que esqueceram de me alertar sobre os riscos dos juros em eventual atraso de três dias. eu não os correria, sei quanto me sobra prá arriscar, e 50 a mais eu iria em outra empresa. certo.por isso creio que foi esquecimento da parte deles.

me ligaram porque o déficit de atenção foi tamanho que todos entenderam não se tratar de uma caloteira, e sim uma pessoa com problemas de ajustes deficitários, mas de bom nome na praça.

mas não havia mais NADA que eles pudessem fazer.

com meu discurso moralista sobre o que significa progresso no interior do Brasil ainda consegui que a atendente pudesse prometer metade do ressarcimento, ou desconto, sei lá o que, que evitará que 25 pilas saiam do meu bolso de deficitária nas atenções burocráticas.

mas não me contentei, 25 jogado fora por falha nesse sistema retranca em uma empresa vizinha à minha casa, onde tudo pode se resolver com um papo rindo das dificuldades dos clientes e donos, muito mais simpaticamente, por conta dessa terceirização no mínimo mal escolhida?

falei prá moça. moça, péssima política, não posso recorrer a vcs novamente, de um jeito amigo prá negociar! eu sei, eu sei, não é culpa de ninguém, não é o caso de culpar alguém, o caso é ver vcs de mãos amarradas sem poderem deixar de me ferrar, eu que não consigo acessar sempre a plena atençaõ dos sentidos, muito menos das intenções. repense aí essa tua sociedade.

aqui é uma cidade do interior. 50 pila é muita sacanagem. 25 tb. qq valor, na real.

sexta-feira, maio 15, 2015

 historinha do josé. parte 3

subimos a montanha para ouvir a mata (sim, teu pai tinha dessas) na cabana mais distante dos já distantes retirantes que procuravam uma vida alternativa. não é fácil ficar em silêncio e então nos estranhamos e dormimos separados. Eu estava diferente, e estranha ficaria nos próximos dias em Porto Alegre. Dias depois da última ida à comunidade, acendo um cigarro e passo mal. perfume, amaciante de roupas, eca, nada é bom. e eu apenas em suspensão...será? semana passa e teu pai liga contando que passou a semana plantando feijão.
Tive um acesso de riso silencioso. Aquilo era a certeza. Só havia uma coisa a fazer: falar com o Lama. primeiro fazer o teste prá não ser louca, chegar pro Lama e... La-ma acho que deixarei um pouco de ser egoísta..-ééé?. Emoticon smile tô grávida.- Emoticon smile =| O eduardo sabe? ãã...tá lá na comunidade plantando feijão...-huummmm. risos dos dois Emoticon grin. -=D continua serena.
serena fiquei. e o mundo agitou-se terrivelmente. é incrível a capacidade das pessoas de fazerem tragédias com o que há de mais natural. fui à barra, no rio contei pro genitor onde havia plantado, serena andei, hoje acho que tava surtada, e ao clã dos peters pans contei.
eu leoa. teu pai cagado. ás vezes leão. ás vezes cagado.
eu já sentindo a testosterona de carregar um menino em cada célula do meu corpo. muito iria precisar.

sábado, abril 18, 2015

filhos jovens...

e aí? levar e buscar nas festas. ouvir os relatos e os silêncios. acreditar. os olhinhos lindos descobrindo o mundo e suas fantasias, testando e experimentando.

a benção de que colocam e retiram o altar e fazem prostrações. a benção de que evitam matar seres e tão por dentro que a prática formal vai começar.

EMAHO!

domingo, junho 16, 2013

1995. porto alegre. universitária solitária. Hoje fez sol. E o calor não foi tanto a ponto de atravessar parede. O sol tão majestoso em seu reinado com toda fúria que lhe é inata, não chegava nem mesmo a penetrar pela janela. Fiquei absorta em pensamentos, sentada, na única cadeira do Jk, em frente à janela. A cadeira não combina com a decoração, não é confortável, é preciso um objetivo prá sentar ali e ás vezes eu preciso sentar-me nela. Sentei para contemplar o sol. Seus raios tocavam, acariciavam, enchiam de luz o vidro. Mas não invadiam, não penetravam para esquentar meus pés. Fiquei assim por horas. Tocaram o interfone, era engano. voltei para o trono, a terra tinha girado, deixado o sol para alguma japonesa e eu fui encostar a mão no vidro. O vidro estava quente, espalmei mãos e pés contra ele e então, vi. Na sacada dos fundos do prédio vizinho, com pupilas dilatadas, ele olhava a calcinha azul que revelava-se entre minhas pernas abaixo dos meus pés. Quentes.