sábado, dezembro 13, 2008

sombra dakini

Todo grande praticante vajra tem uma Dakini colada feito sombra a si.



O praticante comum também.

quarta-feira, novembro 26, 2008

crônica para o prétensão

Eu pensei que todo macaco fosse filho de papai noel

Tá bom, tá bom... não vou falar o que eu penso desse tal velhinho que traz presentes para as crianças bem comportadas, afinal, é nosso folhetim de estréia, estamos felizes pra cacete, somos daquela raça de macacos-sapiens que não ficam reclamando, somos daqueles que se atiram nos abismos, pois é a única forma de voar! E sim, nós planejamos voar, com ou sem o bom velhinho...
Só que hoje a minha filha (que não quer ouvir o cético irmão) me intimou:
- Mãe, fala a ver-da-de! Papai Noel existe ou não?
Perguntei se era capaz de aceitar uma resposta que ficasse entre o sim e o não pois a verdade verdadeira é que não era o sim nem era o não.
- Ai, mãe, tá vendo? Não existe!
- Filha, você não percebe que algo acontece com as pessoas nessa data em que se comemora o nascimento de um mestre amoroso, mesmo que algumas nem lembrem mais disso, como ficam todas diferentes, e sorriem mais, e recebem o décimo terceiro, e penduram bolas em uma árvore, e fazem compras? Então, o nome que dão a isso que acontece com elas é papai noel.
- hmmm...
- Agora, que isso tudo é um velhinho gordo vestido com roupas de inverno, que atende a todos os pedidos de presentes, sem olhar a conta bancária dos pais, aí vai além da minha imaginação...
- Então existe mas não é como a gente pensa que é. A gente não sabe como é que é!(o descrente ali, só no bico, fingindo não se interessar- homenzinho...)
- Isso! Assim é com o que não vemos e com o que vemos também, não acha?
- Mãe!!!! Compra aquela sandália rosa?
Mas não irei, caros leitores, me perder na metafísica do ho-ho-ho. A hora, me parece, é de incentivar o consumo e Lula alerta: comprem, ou vai faltar empregos. Ou seja, pessoas alienadas que não sentem coceirinha na mão para adquirir cacarecos serão agora chamadas à responsabilidade pelo desemprego perante a crise mundial! Tudo bem até que não acredite em papai noel, mas NÃO CONSUMIR? Como pode ser tão mau? Eu até sei que está lá nos direitos humanos básicos: direito de não atender a solicitações sem sentir-se culpado ou egoísta, mas como dormirei esta noite, eu que planejei um Natal enxuto e tranqüilo?
Bem, deixemos a César o que é de César e nossos sentidos simiescos e intelectuais voltados para amarmo-nos uns aos outros, fazermos compras com sacolas de pano, e pedirmos descontos na compra de sandálias rosas e bolas de futebol.
Um abraço carinhoso em todos amigos do passado, presente e futuro.E como sempre cabe mais o que é bom:
Que todos os seres possam se beneficiar.
necitta.

quarta-feira, novembro 19, 2008


No começo de dezembro estarei em Três Coroas, no Khadro Ling, para a consagração do palácio de Padmasambhava, um Budha para os tibetanos, que levou o Dharma para o Tibet.
Creio ser a maior cerimônia budista já ocorrida na América Latina, tanto em tamanho como em importância. Os demônios dos apegos, das aversões e indiferenças tremem diante das emanações de Padmasambhava!
E o palácio é lindo( aliás, o que é o mestre, hein?)! Vai lá também, por aqui: www.padmasambhavapureland.com

quinta-feira, setembro 18, 2008

ser / não ser.

Se alterno ser ou não ser, ou acredito, ou nego. Ou me deixo levar pelo que acontece, ou me abstraio e não participo.

se sou e não sou, danço.

Mas tudo começa com Shamata.

terça-feira, setembro 16, 2008

SURAMGAMA SUTRA

através da negação- não Ananda, és tolo e estúpido! Se assim fosse, como poderia tal coisa?- Budha vai propiciando a experiência do que é a mente.Se afirmasse, haveria o seu contrário e seria algo relativo. Negando, negando e negando, nada sobra além do que é.

Nada sobra para Ananda, que chora, se debate e sofre, a cada negativa e confrontação com o espaço básico dos fenômenos. Assim entendi...

Ananda era o principal discípulo de Budha, mas só atingiu a iluminação com a morte do mestre, quando os ensinamentos passaram a ser parte de si, e não de sua espetacular memória e corretíssimo comportamento- apesar de saber todos os preceitos, reconhecer a excelência de Budha e fazer tudo como manda o regulamento, Ananda não dançava...

Primeiro obedecemos samsara, depois sentimos aversão, para só então, livres, dançarmos com os fenômenos. Então, samsara e nirvana tornam-se a mesma coisa.

Como diz o ZEN: no começo, árvores são árvores e montanha é montanha. Depois, árvores não são árvores e montanha não é montanha. E por fim, árvores voltam a ser árvores e montanhas voltam a ser montanhas.

Ser e não ser. Não há mais questão.

sexta-feira, agosto 15, 2008

Realidade fala sobre Budismo

Nesta segunda feira, às 23h, o programa realidade traz à Lagoa Vermelha Nelson Morroni, o Padma Yeshe, um dos mais antigos alunos do Lama Padma Samten, para responder questões que dizem respeito à prática budista de origem tibetana.



O conheço a uns dez anos e é com muita alegria que apresento à comunidade lagoense uma criatura tão querida e praticante cheio de habilidades para apresentar o método de Budha para a liberação.

Antes faremos uma prática em minha casa, às 20hs. Se quiser participar, entre em contato.

quinta-feira, julho 24, 2008

garra na arte


assim quando mais tarde me procure
que seja infinito enquanto dure



que mesmo em face do maior encanto

quero vivê-lo em cada vão momento

em seu louvor ei de cantar meu canto

quinta-feira, julho 17, 2008


Sempre que se aproxima a fase da lua cheia, eu preciso respirar fundo. Há anos é assim. Solteira, casada, e agora viúva.

Confesso que essa condição é a mais difícil. Solteira, namorava. Casada, coisa certa.Viúva, nada no horizonte.

Paciência não é esperar algo com sofreguidão. É não esperar. É relaxar na condição, seja qual for. Falar é fácil, eu sei. Mas hoje foi um dia bacana. Fui me despedir da sacada(da lua por essa sacada) pois vou mudar de casa e as coisas foram as mesmas de sempre, porém, pacientes.

O movimento é de aceitação. Homens comuns não me seduzem mais que 5 min., pensamentos sem Dharma me entediam, e a lua cheia me bole. Paciência. Sintomas físicos responsivos aos fenômenos, passam. Relax. Total.

Assim é melhor. Bem mais divertido.
Paciência não é uma qualidade muito bem vista porque frequentemente é confundido com passividade. No entanto, quando a ansiedade se torna o status quo, alimentar a ansiedade é que pode ser considerado uma atitude passiva. E ser paciente, a grande revolução.

Sejamos pacientes com a bagunça.Ela é adorável. A bagunça está no âmago de manifestações culturais como o dadaísmo, o cubismo, a filosofia open source e toda a incrível cultura dos mashups. Se tivermos paciência ao lidar com o caos, por si só ele nos apontará o caminho natural nessa nova realidade.

Que eu não sei qualé. Mas que também não quero ter pressa para descobrir.

post do Gustavo Mini, linkado aí ao lado nas cabeças budistas.

sexta-feira, julho 11, 2008


"Depois de algum tempo você aprende a diferença,
a sutil diferença,
entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se,
e que companhia nem sempre significa segurança.
E começa aprender que beijos
não são contratos e
presentes, não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida
e olhos adiante,
com a graça de um adulto e não
com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas
no hoje,
porque o terreno do amanhã
é incerto demais para os planos,
e o futuro
tem o costume de cair em meio ao vão".

W. Shakespeare

sábado, julho 05, 2008

Importante


Só existe uma coisa que existe.
Mas não é assim, com palavras,
Que se pode conhecer.
É praticando o Dharma.

E é sobre o Dharma que eu estou falando.
Tudo muda o tempo todo, não há como (a)segurar nada.
Nada mais tem importância, também,
A não ser, praticar o Dharma.

O Dharma está em todo lugar
Mas a presença de um Lama é pura benção!
Aqui no sul, somos felizes,
Tem Três Coroas e Viamão.

BOA VIAGEM!!!!!!!!!!!!então.

domingo, junho 29, 2008

Segunda? Já?


Estou com medo.Acho que um pouco menos que medo, estou apreensiva, observando o desespero passeando pela sala, enquanto estou no quarto... Samsara é irônico. Sutil. Ele quer obscurecer o selo do Dharma que diz "todos os fenômenos carecem de realidade intrínsica".
É assim que solidamente chega a segunda feira quando tu entra no sistema.
O foco é o eu.
Logo, é uma merda. Não deu para fazer todas as práticas no fim de semana,o guarda roupa continua desarrumado, e lá vem aquela velha conhecida sensação de carregar areia de um lado para outro. E ser paga para isso.

Aqui estou EU inserida no sistema. E agradecida.

Realmente, perco muuuuito tempo e energia com a tal areia.

Mas, aí, EU nem gosto de dar bandeira que é prá maharaja não sacar, algo acontece, e EU já não sei se é samsara ou se é o Dharma me empurrando para trabalhar.Um aluno escreve dizendo que sou louca, lúcida, correta e corajosa, e comigo ele gosta de caminhar.

Bem, fora o louca, não reconheço tais qualidades em MIM(quando reconheço, fico com a cara do demônio,e quando não reconheço, tb, prá tu ver como andar pelo caminho do meio não é um troço muito fácil...). Sua mente é que percebe isso,e isso, só pode ser os ensinamentos.E sua mente, prestes a encontrá-los. Nesse momento, é o Lama mandando a segunda chegar.

Assistir aos outros nascendo para a sabedoria é realmente energizante.

E segunda feira se transforma no melhor fim de semana.

(Vale a pena clicar o bichinho acima e ampliá-lo. Se tiver assustador ou confuso, apenas perceba que em cada reino, há um Buddha).

sexta-feira, junho 20, 2008

pão no plexo solar



Se você sente falta de um lugar em Lagoa Vermelha onde possa ampliar sua consciência com massagem com pedras e shiatsu, tomando florais, pintando o sete, descobrindo qual é a deusa/deus que lhe inspira, praticando yoga, uivando em noite de lua cheia, saiba que o universo está se movendo...

Afinal, nem sempre queremos deitar em um divã e falarfalarfalar de nós...apesar daquela sensação de que algo acontece e a gente na estagnação...

A dona Bugra esteve em minha casa ontem e entre outras coisas, como a dica de aromatizar o plexo solar da casa( a cozinha, mulheres) com cravo e canela, exaltamos com nosso sonho em comum, de oferecer nossos conhecimentos a nossa amada cidade em um espaço holístico de vivências (segundo ela, terapia é vinculado a doentes oficiais...)

Na verdade, estamos tri afim de marcar encontros com amigos para transcender o lugar comum, transmutar venenos em sabedorias e de preferência rindo muito...a tal de terapia é só pretexto!

Como o nosso chá de ontem a tarde. Coisa boa!!!

Agora dá licença que eu vou comer mais pão da Laura.

Ah, o nome do espaço não conto não que toda fada tem segredo...

quinta-feira, junho 12, 2008


No fim dos tempos tudo se resumirá a isso: o quanto você, homem, penetrou e fez amor com a vida; o quanto você, mulher, se rendeu e se entregou ao universo.

gustavo gitti,bodhisatva e filósofo.

quarta-feira, junho 11, 2008

Existe um publicitário que diminui a minha vergonha de ter concluído a graduação em comunicação social- publicidade e propaganda.conector.blogspot.com
Diziam por lá (na Unisinos) que éramos um bando de "artistas frustrados". Talvez com razão, e isso justificaria minha admiração pelos posts do Gustavo, afinal ele é integrante de uma banda de rock de sucesso- os Walverdes.

Minha amiga no início da facul era do direito alternativo e nos encontrávamos no bar da geologia (dos lindos e malucos). O que garantia minha aceitação nesse grupo cabeça era eu fazer parte do GTU-Grupo Teatral Unisinos e acho até que eles nem suspeitavam que ali circulava uma estudante da publicidade, visto que minha indumentária ainda era a básica garota-do-interior-que-ouve-rock.

Na comunicação, o pessoal do jornalismo era, a meu ver, mais marketeiro que nós, e os relações públicas não se relacionavam, não sei, não rolava. Aos poucos, devido aos trabalhos em grupo, fui formando amigos "da área".

12 de julho


Tie Dye

Vou ficar colorido
E cada cor do espaço
Reflete o antigo embaço
Da mente presa ao mar
Mesmo dolorido
Faço que disfarço
Vou por teu abraço
E teu sagaz olhar

Me descolore
Deixa meu coração em tie dye

E o branco abolido
Por ser o eu esparso
E causar tanto embaraço
Parece sufocar
Mas nele está contido
Todo universo que eu faço
As cores no próprio passo
Perfeito jeito de amar

Me descolore
Deixa meu coração em tie dye

Branco pela luz invadido
Cor em território inimigo
Território enlouquecido
Sem piedade fui tingido

Gustavo Mini, do Walverdes, bodhisatva e publicitário

terça-feira, junho 10, 2008


Algum dia, depois de termos dominado os ventos, ondas, marés e gravidade, utilizaremos as energias do amor.

Então, pela segunda vez na história do mundo, o homem terá descoberto o fogo.

Teilhard de Chardin
Citado no "O Livro Tibetano do Morrer e do Viver" de Sogial Rimpoche

domingo, junho 08, 2008

Sagadawa


Estamos no período da iluminação do Budha. Todas nossas ações se multiplicam por 100.000. Mais ou menos isso. O que sei é que o período é especial.

Ao fazer uma boa ação, o mérito é maior, bem maior. Do contrário, também vale...

Então, bons pensamentos a todos!

quarta-feira, maio 28, 2008

procurando o foco


Ontem foi um dia auspicioso por demais...prá começar, Lilian chegou às 7 da manhã, quando eu havia recém chegado e feito as oferendas no altar. Chegou e sentamos. E durante 15 min.não fizemos nada. Ah...quem dera...

Ao menos o corpo não fez nada. O relato da Lilian ao final do dia foi de que algo acontecera, ela estava menos ansiosa. Combinamos de praticar shamata impura 15min. uma semana antes de progredirmos. Ela disse que aqui em casa é mais fácil, já tem um ambiente construído, seres de sabedoria nas fotos inspirando, e companhia. Ela falava do Budha, do Dharma e da Sangha...

Eu quase não acredito que isto esteja acontecendo. Posso ver o Cebb Lagoa Vermelha nascendo. Pessoas avançando pelo corredor. Obrigada srta Lilian, de coração. Uma prática em conpanhia gera 100.000 méritos mais.Os tibetanos e seus números doidos...

Também andei serena pelo dia afora. Ao passar na faixa de segurança, ia parando quando um carro fez sinal para me dar a preferência, a mim e à minha menina de bicicleta. Consegui olhar em seus olhos e fiz um sinal de agradecimento com as mãos em prece. Deu para ver o olho dela brilhando quando acelerou e o sorriso de satisfaçaõ por ter sido gentil. Com meu coração também naturalmente satisfeito, ofereci aos Bhudas e aos seres tamanha beleza.Olhei para o céu e uma luzinha piscou.
Nossa! Que dia perfeito.

Ouso arriscar que foi minha melhor dedicação de méritos! Algo sem esforço, como ensina Lama Samten.

terça-feira, maio 20, 2008

o tema espiritismo

Ontem o tema do programa realidade foi o espiritismo, com nosso gentil e elucidativo convidado Fernando.
Bombou!!! Eram 00:45 e perguntas ainda chegavam dos nossos caros ouvintes.
Estou cada vez mais apaixonada pela rádio. Aguardo o próximo assunto com ansiedade. E o clima da mesa é ótimo, meus colegas são tudo de bom!!!! Vítor Hugo, que conheço de longa data, e Paulo Silva,gente boa e interessado.Como um bom repórter.

Longa vida ao Realidade!!!! E que todos os seres possam se beneficiar!