
ah, tá, rarara
budista aos trancos e barrancos, morando no interior.

Ah, que delícia aventurar-se pela vida e realizar sonhos como uma missão. Planejamos, dias antes de meu marido morrer, fazer um retiro, e casar formalmente em Três coroas. Planejamos muitas coisas em seu último mês por aqui. Sonhamos juntos com a nova fase de amor que estava surgindo depois da crise dos 7 anos. Então, lá estava eu este fim de semana.
E lá estava ele também. Inseparável. E assim vou realizando os últimos planos...
Aprendendo sobre a humildade: simples, basta olhar os Lamas. O semblante de felicidade vem do apreço que se sente pelos outros.
Akshobia, o Buda da foto, e as galinhas dangolas o tempo inteiro, meus companheiros ao circular pela Terra Pura."Coitada, coitadinha da galinha dangola, não anda ultimamente regulando da bola"
Jigme Khyentse Rimpoche, a fala silenciosa, humilde, totalmente conectada aos ensinamentos do Lama Samtem.
Vendo a linhagem.
O orgulho é ardiloso...ele surge por exemplo naquela sensação, que supomos natural, de evitar seres malévolos. Ora, eles são vitais para os Bodhisatvas!!! O hábito dessa ação nos levaria a viver em bolhas, imagino que como sem anti-corpos, isolados.(Rabbits?)
E as galinhas a rodear..."ela é uma mentirosa duma figa, vive de fofoca e adora intriga. Fala tanto que parece que engoliu uma matraca e vive reclamando que tá flaca".
Salve, salve, seres imersos em sofrimento. Nos lembramos sempre que ser praticante é apenas ser alguém que tenta controlar as emoções...
Salve, salve Kadro Ling, a magnitude e poder da humildade! Obrigada por me aproximar mais de meu querido Lama, retornar com gás para o CEBB.
E por fim, o mantra que impressionou Edú no ano novo, e que ouvi do Rimpoche:
OM MUNI MUNI MAHA MUNI SHAKIAMUNI SOHA!

Como posso ser infeliz se caio caio caio e a rede está lá, para segurar?
Se flutuo sem noção, puro delírio, a realidade ali pouco a interessar, na vacuidade mal-humorada de que falou ao meu coração o Lama Samtem, e me lembra um amigo: fez uma pose para mim e era um sorriso.
Nossa, mas quantos amigos. Todos a guiar. Onde estamos indo, ou não queremos chegar e sim nos alargar e aprofundar?Feito o rio. Senta na beira e o rio já está lá.
Quem pode entender que o amor ficou além de um ser, de uma pessoa, e se espalhou no ar?
Quem pode entender que o amor não tem começo e nem fim, que já está lá?Alargando e aprofundando.
De todos os papéis, afinal o que importa é o de amigo. É o que fica.Obrigada a todos os meus amigos, obrigada Jeffie por me lembrar de mim.Obrigada.Ah, e -sim, sou exibida sim!(sim, sou isso e aquilo, sim!)
Deus não chama os inocentes!!!!